sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Essa saudade chega quase que de mansinho, invadindo aqui dentro. Parece um espinho, me incomoda, mas doí muito mais que um mero espinhozinho. E óh: me faz lembrar… Ixi, mas eu já sofro com essa tal de saudade. As vezes a danada me faz chorar e vez ou outra sinto como se tudo em mim estivesse seco. Mas ‘tá’ não, eu sei que lá no fundo, existe uma essência, e essa certeza tão cheia de fé que me faz querer tentar de novo.
Ê, bons tempos aqueles, heim? E o melhor é que tempos melhores podem chegar, o problema é o “mas”… Mas é que essa saudade, ai, ai, ai. Lamurias invadem o meu pobre coração. Ai, ai. Segura, fica firme.



Vih C.

Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Drummond
Poderia iniciar dizendo sobre minhas paixões, gostos… Poderia citar minhas tristezas e te fazer perceber minha revolta com a vida, com tudo. Mas, então, decidi ser leve, que nem a brisa, que nem o aroma que exala daquelas flores de dias de verão. Determinei que eu fosse feliz! Tenho motivos para tal. Seria um grande desperdício de lágrimas me importar com a conhecida - e comentada - sociedade. Ah, mas já apontam, falam demais sobre a tal… Mas não percebem: a mesma não se importa com os julgamentos feitos á ela, na verdade nem vê. Então, decidi ser brilho, decidi ser luz. Sem “ligar” para ela também. As pessoas não se importam muito com minhas caladas noites que passo acordada relembrando das palavras lançadas á mim, e se é assim: vou ser feliz! Não devo nada á ninguém! Devo á mim felicidade! E vou pagar minha divida, vou ser alegre e esbanjar essa felicidade em cada canto que for, pois um sorriso sincero faz bem, seja quem for. Sorrir faz bem para o mendigo jogado, para a adolescente cheia de hormônios, para o político safado, para o adulto cansado, para o idoso vivido! Faz bem, e farei bem! Que venha a alegria!


Vih C.

De repente, sem mais, nem menos, começo nem fim. Pior que nó cego. Acontece.
Acontecem as coisas mais lindas, mais doces. Os perfumes mais delicados são criados, os mais fortes usados. O melhor sorriso é distribuído por aí. Como se fosse num faz de conta, acontece. Mas nem tão de repente, ou talvez sim, aparecem também chuvas tempestivas. Temporais estão por vim e raxam os céus negros com uma porção de raios. Assim, de vez em quando, ou não, aparece uma brechinha lá no meio das varias nuvens que me lembra que existe esperança… Infelizmente lá se vai à brecha com o vento forte que soprou. Mas na memória fica gravado o sorriso mais lindo que o céu já deu… O sorriso forte, que foi dado em meio à tempestade. Mas isso são estações, vai e volta, aparece novamente, de mansinho, o céu azulado, o sol radiante, e tudo está bem novamente… E assim é. O ciclo da vida, o mais interessante é que após a turbulenta tempestade, aparece o dia bonito que fica muito mais belo, vêm enfeitado com uma linda variedade de cores, sete cores aparecem lá no meio do azul e torna o que já foi preto em um dia colorido e olhe lá… Parece que o tempo mal está passando, quem sabe qual é a próxima estação?
Vih C.

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio…

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade…

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A uma mulher inundada de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo…

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão…

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei…

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço…

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção…

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade… também.
Oswaldo Montenegro 
‘Tá todo mundo falando de amor, pequeno, e eu aqui lendo ás cartas de amantes te imaginado ao meu lado. Sinto tua falta, como a terra deve sentir ás covas feitas em si por um instrumento bruto que lhe tira partes. Mas sempre nasce flor, nasce fruta, pomar fica colorido com laranjeiras e demais árvores. E eu espero que nosso amor seja assim, floresça algo bonito mesmo depois do fim. Mesmo frente á lápide, Mesmo em cima d’um caixão gelado que se cobre com uma terra sofrida por antes ter sido arrancada sem dó, nem piedade alguma. Que nem a morte seja suficiente para matar nossos favores de amor.


Vih C.

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor? 
Luis Vaz de Camões

"Garoto, cresce" Part. 2 - Júlia, Júlia, cresce - reformulando


Julia vivia em seu próprio mundo, fechado… Até que gostava de ser tão protegida, mas, sabe como é: ela não conhecia tudo e era muito curiosa! Queria saber da vida…
 “Ilusão Jú, são somente decepções… A vida, menina, é engraçada até. E trágica também! Demais… Vá com seus balanços, brinquedos, afinal, um dia tudo isso pode não caber á você.”
Teimosa criança! Ela queria aventura. Os desenhos e filmes não lhe traziam apenas sonhos pequenos, sonhava alto! Os tais “filmes e desenhos” lhe levavam uma vontade, uma fome… (uma ilusão) de guerra! Não me referindo á guerras físicas, ela desejava a guerra de viver. Sair da gaiola. Queria criar asas logo. Mal sabia que antes de ser borboleta, tem que passar pelo casulo. E dói!
- Mas vira borboleta – Uma voz tão doce podia ser escutada de dentro dela.
Ansiava um reconhecimento. Pobre pequenina… Cresceu! E com esse tal crescimento foi aos poucos descobrindo alguns sentimentos, algumas palavras, golpes mortais. Mas ela queria guerra! Amigos? Á deixaram. Pessoas? Bem, essas eram muito estranhas. Uma incógnita! Às vezes, as tais “pessoas” pareciam indefesas para a inocente Jú… Mas procuravam lutar, não entendiam que eram apenas meros mortais se jogando despercebidos em um calabouço. Julia não podia entender muito bem. Tão boba!
Brincadeiras? Á deixava vulnerável. Mais indefesa do que já era. Machucavam, matavam! Seria essa a fase em que Julia estava passando pelo casulo? Esperamos todos que sim, pois se for: está perto a fase das tão conhecidas asas!
A criança já sentia um gosto ruim na boca, dores na cabeça (e no coração). Lágrimas e mais lágrimas!
- Te avisei, pequena. –Eu posso dizer.
- Mas eu só quero sonhar. – Julia… Sempre reluta contra fatos.
Personalidade infantil e delicada, rosto adulto e coração ferido.
- Mas vira borboleta.
- Julia, tu és tão inocente, criança.
Ela já tinha entendido. Mas não se conformado! Os balanços, escorregadores, brinquedos já não lhe cabiam mais. Estavam apertados! Os colos já eram pequenos demais para o corpo que a menina tomou. Mas o coração dela palpitava ainda ao ver cada bonequinha de pano que se encontrava em sua memória. Em algumas prateleiras do quarto.
Ela sabia tão pouco da vida, mas já era tão assustador. Deveria ter medo do que mais poderia descobrir, mas vocês conhecem Julia, ela não é ter medo. Ela é curiosa. Gosta de descobertas.
Viveu e então, o pior dos golpes e o mais lindo, o mais fatal e o mais encantador, chegou: o amor. Mas, ela não amava apenas um garoto, ela amava todos á sua volta. E todos se faziam amigos. Ou pareciam. Ela confiava novamente. Mas todos iam embora.
Pena da criança que cresceu. Descobriu a vida enquanto era – e é – inocente. Hoje, a tal inocência lhe fazia falta, afinal, estava mais desconfiada de todos. Tudo lhe parecia mal e cruel. Anotou no seu caderno: “Pessoas mentem, palavras parecem espinhos grandes e afiadíssimos. Olhares, podem sim conversar. Lágrimas só podem ser derramadas quando ninguém está por perto. Coração também machuca igual às palmas da mão quando caímos do balanço.”
Estava difícil sonhar. Mas, Julia, a nossa Julia, não desiste assim. Ela sorria dizendo:
- Vira borboleta.
E continuava a viver, sonhando. 
Dias desses, á encontrei e disse achando que estaria com razão:
- Os balanços não te cabem mais…
– Hoje sou borboleta – Pude ver Julia sorrindo abertamente.
É… Ela acreditou. Hoje ela voa tão livre, tão linda. Não sei de tudo que se passou com a Jú, mas de algo tenho certeza: se ela passou, é porque ela é forte e hoje ela me mostra que tinha razão: virou borboleta!
Vih C.

Hei, me diga: Cadê? Vá, me fala logo, por onde perambula aquele sorrisinho que deixavas escapar? Ô pequeno, guia-me por onde tuas risadas ainda ecoam, porque agora, só resta o vazio do teu silêncio. Vazio? Não, acabei por me enganar, teu silêncio é lotado de palavras, sentimentos, de gargalhadas. 
Garotinho, explica vai, tenta explicar por qual motivo teus olhos não brilham mais como antes, porque perdeste a fé na vida? Por que desconfias tanto de ti mesmo? Tens todas as respostas, ou não. Mas tua gargalhada, menino, ilumina os caminhos de tanta gente. Inclusive o meu e o seu mesmo. Não chores tanto assim, cadê tua força? Ah! Toma uma ducha bem gelada, desperta desse teu sono carregado de pesadelos, ‘tira essas palavras vis de tua consciência, tua candura é o mais belo quadro que já pude ver.
Vih C.
E se me perguntarem qual foi meu ato mais corajoso, direi com toda certeza: amei.


Vih C.
Porque só quem ama, sabe o valor daquele abraço. Que muitas vezes nem fora recebido.


Vih C.

Nos seus porões empoeirados que ninguém ousa mexer é onde me alento, descanso por estes teus cômodos vazios de vida, que mais nenhum outro humano quis entrar e desvendar - pelo menos não os vejo por aqui - … E olha que já conheço tuas entranhas, vísceras, essas coisas que andas escondendo… Que ficam escondidas. Sei quais são os locais onde guardas uma madeira embolorada e também sei onde se enfeita com mais fortes e belos Eucaliptos e Jatobás ainda vivos. Sei onde é teu punhado de talos com vários espinhos e conheço teu jardim de Lírios, Rosas, Lavandas, Orquídeas e outras flores perfumadas e lindas. Sei do teu lado escuro, mas sei ver seu brilho nele. Aprendi  a ouvir rastejando apressadamente lagartixas em teus lugares úmidos -de mágoas. Estudei bem e acabei descobrindo onde seu colibri canta livre e solto uma melodia cheia de tons coloridos, simplesmente pelo fato de estar saindo de dentro de você, a música que emite de ti é tão linda que tem até cor. Me descobri mais romântica do que pensava, quando me vi e sentir lembrando da cor dos teus olhos.
Se quiserem? Me nomeiem de egoísta; mas você me pertence. Todas suas chaves estão bem guardadas em minhas mãos.
Estou pronta para quebrar mais uma das regras -literalmente, do “amor definido”: Não te quero com outro alguém mesmo que estejas bem com a mesma. Se for para ser feliz, seja do meu lado, com o nosso sorriso. Sim, sua felicidade é a minha… Mas não confunda, se for para ser feliz que seja do meu lado, repito, dessa vez a quebrar a regra da ortografia correta - porque quando se trata de ti sempre quebro regras?. Obviamente ninguém te entende como eu… ’coisa’ linda.
Com amor, alguém que conhece teus segredos

Vih Carvalho

Quem nos separará do amor de Cristo?
Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.
Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;
Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.
Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.
Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.
E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.
De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne.
Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.
Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.
Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.
Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.
E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.
Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?
Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.
E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.
E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.
Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.
Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. 
Romanos 8:1-39

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
Pessoa
Hoje, observei as pessoas… Novamente! E lamentei, admirei, pensei… Tenho até medo de me expressar… é tudo tão estranho. É tanta futilidade, é tanta coisa importante. É a vida. São as pessoas… Tudo se encaixando em minha mente. Gostaria de ter paciência para escrever sobre isso. Seria interessante! Mas não tenho tanta calma para falar tudo que sempre achei e tudo que sempre deixei de achar e tudo que comecei a pensar sobre. Confuso isso…


Vih C.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Ontem. Á noite. Silêncio. Vazio.
Senti tua falta. Essa foi minha nota do dia, meu pequeno “aviso” não entregue, meu ensaio de bilhete não escrito, minha vontade não realizada. Tenho que me acostumar… Teu abraço não me foi dado, não senti tua pele na minha, não entrelacei meus dedos nos teus. Dessa vez, você não riu de minhas bobeiras, não sentou ao meu lado e nem disse que me ama. Foi somente o silêncio. E o frio.
Essa história de amar o distante (que está perto por estar guardado no coração) machuca. Percebeu? É uma palhaçada essa mania minha de fazer tempestade em copo d’água. Vejo-te sempre. Em minhas memórias. Não tenho mais o que te escrever a não ser… cartas de amor que nunca, nun-ca, serão lidas. 
Dia(s) desses (ontem e hoje) recostei minha cabeça na cama gelada e comecei a lembrar de tuas gargalhadas. Sabe o moço que eu estava de papos semanas atrás? Então… ele não ri assim que nem o meu menino. E então, me peguei lembrando-me de você, sua voz de moleque, sei jeito maroto… E ninguém fala desse jeito. Ninguém por aqui tem teu carisma. 
Tudo bem... Entendi! Estou parecendo àquelas adolescentes que tomam potes de sorvetes dentro do quarto enquanto choram por paixões. Coisa de fase. Mas sinceramente? Eu tentei, te juro, eu tentei ser diferente. Ser forte. Tentei parecer preocupada com política, animais, sociedade. E realmente me preocupo, oras! Mas é sempre a mesma rotina: ao pousar minha mente em qualquer momento de descanso… lembro logo do teu sorriso. Que loucura, garoto. Que loucura… 
Não sei mais o que colocar aqui, nessa pequena confissão de amor que não te será entregue. Mas assim mesmo se lembre, sempre:
Acho que te amo.
                                                     Com muito amor: sua menina.

Vih C.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Jesus morreu por nós, e será que estamos vivendo pra Ele? Será que temos coragem para falar não para o mundo? E também temos disposição para dizer sim para Deus? Ou vamos ter vergonha de meros pecadores, seres humanos, que também erram? E de Deus, o único que traz Salvação, não preocupamos em pecar e em fazer o que é errado aos olhos d’Ele. Nada é oculto ao Senhor. É difícil, muito, mas Deus traz alívio e remédio. Ah e também não foi nada fácil morrer em uma cruz, machucado, insultado, ferido. Por nós.


Vih Carvalho

part 1 - Garoto, cresce.


O   garotinho vivia em seu mundo fechado, ele até gostava, mas ele não conhecia tudo. Ele era curioso, queria saber da vida. Ilusão menininho, decepção pequenino. A vida é engraçada, cômica… E trágica demais. Vá com seus balanços, brinquedos, um dia tudo isso pode não caber a você. Teimosa criança! Queria aventura, os desenhos e filmes os iludiram, traziam uma vontade, uma fome – uma ilusão – de guerra (não guerra física com armas, mortes e ferimentos), guerra de viver, mal sabia a pequena e indefesa criançinha que a guerra de viver também tem armas, mortes e ferimentos. E não eram somente mortes e ferimentos no corpo, eram dentro. Eram as piores. Doíam mais. 
Ele queria independência, queria coragem. Reconhecimento. Pobre pequenino! Cresceu e teve seu coraçãozinho, a pouco guardado, estilhaçado. Descobriu sentimentos, palavras, golpes. Amigo os deixara, pessoas eram estranhas, pareciam indefesas, mas procuravam lutas; elas não entendiam que eram meros mortais e que brincadeiras os deixavam invulneráveis, machucavam, matavam. A criança já sentia um gosto ruim na garganta, dores na cabeça, lágrimas, ela já tinha entendido, mas não se conformou: os balanços já não a cabiam e os escorregadores apertavam. Apertavam assim como a vida. Apertavam assim como tudo que a estava sufocando. O único aperto que ela queria era de um abraço, mas por muitas faltara. E sobravam os outros tipos de aperto, aperto no coração, na mente, nos sorrisos. Nas dores.
Ele tinha crescido. Sabia tão pouco da vida, mas já era tão assustadora, tinha medo do que poderia descobrir. O golpe fatal chegou: o amor. Não amor clichê - mesmo o amor tendo um tom de clichê -, mas não eram aqueles dos livros e filmes, mas aquele que ele sentia por todos, por amigos, pessoas, familiares, colegas e por alguém.
‘ Tadinha da criança: descobrira a vida e a inocência lhe fazia uma falta que dilacerava seu coração. A vida o dilacerá-la. E ele descobriu: pessoas mentem e machucam, palavras são falsas e parecem espinhos – afiados, compridos, perigosos -, olhares conversam, lágrimas são presas e só caem quando não a mais nenhuma pessoa por perto, sorrisos servem não mais para expressar alegria, mas também para esconder muitas dores. E o coração? Ah… O coração machuca que nem joelho e palma de mão, só que dói mais. A sociedade – em que ele vive por não ter outra saída- é hipócrita.
Calma, menininho! Agüenta firme pequeno, o tempo só segue. E se você está passando é porque você agüenta. Você é forte.


Vih Carvalho

Quais são seus motivos para não acreditar no que há de bom? (...)

Quais são seus motivos para não acreditar no que há de bom? As dores desse mundo sufocam, apertam… E por que então, não podemos ver a cura?
Um dos motivos que me convenci, foi a tal preocupação. Aquela que nos amarra, nos deixa sem saída, sem esperança. Quando nos encontramos preocupados, somos sempre levados a deixar de lado os sonhos e projetos, esquecer de fontes de alegria e pensarmos apenas em frases parecidas com: “O que vou fazer se não pagar a conta de luz esse mês?”
Mas se descansarmos e tivermos a certeza de que somos capazes poderíamos transformar esses pensamentos, em: “O que eu posso fazer para pagar a conta de luz esse mês?”
Focalizando assim a solução e não o problema… Muitas pessoas estão focalizando os problemas e quase nunca podem ver a solução que se esconde atrás de várias bobagens que colocamos em nosso consciente. Se tirarmos as diversas emoções negativas, poderíamos ver claramente as capacidades que temos para vencer determinado problema e outras dificuldades. Mas não é tão fácil limpar nosso interior desses pensamentos obscuros de desesperança. Mas, também, não é tão difícil. Depende do querer. Do querer e do agir, obviamente. Basta à força de vontade. A certeza de que mesmo que não as veja agora, você tem capacidades dentro de si para solucionar o que tem que de ser solucionado. E então, desejas acreditar em você mesmo?

Vih Carvalho
Ah! Caso não entendam o motivo do blog ter sido criado em agosto de 2011 é que eu fiz um antes com a mesma conta e... não continuei.

Primeira postagem.

Olá. É meu primeiro dia com o Blogspot e dessa vez espero que seja para valer...
Não entendeu o que quis dizer? Eu nunca continuei com blogs.
Espero que o respeito á minha pessoa e aos textos aqui apresentados nunca faltem e espero que venhas er agradável a possível relação que terei com outros blogueiros ou visitantes.
Os textos assinados por mim, obviamente, são meus. Não colocarei meu nome verdadeiro, me chame de Vih...
Que a paz do Senhor Jesus se faça presente a cada linha deste blog. E que se faça presente na minha e na sua vida.
(21/12/2011)