quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Ontem. Á noite. Silêncio. Vazio.
Senti tua falta. Essa foi minha nota do dia, meu pequeno “aviso” não entregue, meu ensaio de bilhete não escrito, minha vontade não realizada. Tenho que me acostumar… Teu abraço não me foi dado, não senti tua pele na minha, não entrelacei meus dedos nos teus. Dessa vez, você não riu de minhas bobeiras, não sentou ao meu lado e nem disse que me ama. Foi somente o silêncio. E o frio.
Essa história de amar o distante (que está perto por estar guardado no coração) machuca. Percebeu? É uma palhaçada essa mania minha de fazer tempestade em copo d’água. Vejo-te sempre. Em minhas memórias. Não tenho mais o que te escrever a não ser… cartas de amor que nunca, nun-ca, serão lidas. 
Dia(s) desses (ontem e hoje) recostei minha cabeça na cama gelada e comecei a lembrar de tuas gargalhadas. Sabe o moço que eu estava de papos semanas atrás? Então… ele não ri assim que nem o meu menino. E então, me peguei lembrando-me de você, sua voz de moleque, sei jeito maroto… E ninguém fala desse jeito. Ninguém por aqui tem teu carisma. 
Tudo bem... Entendi! Estou parecendo àquelas adolescentes que tomam potes de sorvetes dentro do quarto enquanto choram por paixões. Coisa de fase. Mas sinceramente? Eu tentei, te juro, eu tentei ser diferente. Ser forte. Tentei parecer preocupada com política, animais, sociedade. E realmente me preocupo, oras! Mas é sempre a mesma rotina: ao pousar minha mente em qualquer momento de descanso… lembro logo do teu sorriso. Que loucura, garoto. Que loucura… 
Não sei mais o que colocar aqui, nessa pequena confissão de amor que não te será entregue. Mas assim mesmo se lembre, sempre:
Acho que te amo.
                                                     Com muito amor: sua menina.

Vih C.

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